Saiba Como Investir e Lucrar de Diversas Maneiras

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Vamos iniciar nossa leitura refletindo sobre a máxima: “não coloque todos os seus ovos numa só cesta.” Certamente muitos a ouviram e a praticam, no entanto, você saberia explicar por que devemos diversificar nossos investimentos? Além disso, saberia explicar como fazê-la de forma adequada? A falta de entendimento desses duas perguntas pode te levar à diversificar de maneira incorreta e te colocar numa situação de elevado nível de risco de perdas financeiras relevantes. Não queremos que você, investidor, esteja despreparado para enfrentar seus maiores medos como investidor, e é por isso que criamos esse post, para explicar em detalhes como realizar uma diversificação vencedora.

Nós diversificamos com o objetivo de reduzir o risco de perdas financeiras elevadas. Quanto mais diversificado for sua carteira de investimentos, menos volátil serão seus retornos. O lado “negativo” da diversificação é que ela dificilmente irá te proporcionar um retorno de investimento muito acentuado. Tome o grande investidor Warren Buffett como exemplo. À medida que ele aumenta o número de empresas investidas ao longo do tempo, seu rendimento médio vem caindo e dificilmente ele conseguirá obter retornos tão extraordinários quanto no início da carreira.

O que é risco?

Em uma definição teórica, o risco de um investimento pode ser proveniente de várias origens: risco de mercado, risco de liquidez, risco de crédito, risco operacional, risco legal, risco de conjuntura e risco de imagem. Depois você poderá estudar cada um deles em diversas literaturas. Já em uma definição matemática, o risco está relacionado ao desvio padrão dos retornos de um ativo ao longo do tempo. Sendo assim, quanto maior a oscilação diária dos retornos de um determinado ativo, maior é o seu risco.

Tipos de Diversificação

No mercado de capitais, existe a diversificação interna de uma classe de ativos e a diversificação entre classes de ativos. Classe de ativos representam as diferentes modalidades de investimentos existentes, cada um com suas características específicas. Podemos citar o mercado acionário, títulos públicos, títulos privados, derivativos, mercado imobiliário etc. A diversificação interna de classes de ativos, tal como comprar ações de diferentes empresas e setores da economia, é o tipo de diversificação menos eficaz em termos de redução de risco, mas também é necessária. Já a diversificação entre classes de ativos é a que te proporcionará maior proteção ao risco, como por exemplo, investir em títulos públicos e ações.

Como Diversificar

Agora debateremos sobre outras questões mais profundas. Tudo bem, aprendemos como diversificar melhor, mas quantas classes de ativos devemos manter em carteira e qual o percentual adequado para distribuir entre elas? 50% em ações e 50% em títulos públicos, por exemplo?

A verdade é que temos diversos caminhos para se chegar a um retorno interessante, a depender do tipo de investidor. Se você não é conhecedor do mercado financeiro e não se sente seguro para selecionar investimentos, pode optar por aplicar num fundo multimercado que tenha boa reputação e bom histórico de rendimento. É essencial que leia o prospecto dos fundos para saber quais os perfis de risco dos mesmos e qual deles está dentro das suas expetativas de risco e retorno esperado.

Se você é conhecedor do mercado financeiro, pode optar por fazer suas próprias escolhas, mas é fundamental que não exceda os limites de exposição ao risco que foram determinados em sua estratégia e jamais pense que você sabe mais do que todo mundo. Esse é um erro muito comum de investidores ativos e que acompanham de perto o mercado. No intuito de obter um ganho extraordinário e na “certeza” de que ocorrerá o que concluiu de suas análises, o investidor ativo acaba se expondo demais e pode sofrer perdas financeiras acentuadas.

O mercado financeiro é muito traiçoeiro e tem diversos apelidos que se referem a essa fama. Kenneth Fischer, por exemplo, chairman de um dos maiores fundos de investimento do mundo, Fisher Investments, e autor de diversos livros tal como Super Stocks, chama o mercado de O Grande Humilhador. Nunca se esqueçam que o mercado financeiro sofre muita influência do comportamento emocional dos investidores, deixando de lado muitas vezes a racionalidade, principalmente em momentos de estresse e crises econômicas, ou em momentos de excitação (tal como ocorreu no Brasil pós crise 2008, quando os preços das ações brasileiras chegaram a preços exagerados e fora da realidade).

Outra importante questão para o investidor ativo é que ele pode optar por realizar uma diversificação dentro de classes que se sinta confortável para tal e deixar demais classes de ativos para fundos especializados. Por exemplo, para um investidor que não tem muito conhecimento sobre mercado acionário, pode comprar fundos ETF (Exchange Traded Funds) que representam o índice Bovespa.

Tanto na diversificação entre classes e dentro de classes de ativos, o investidor deve olhar para uma variável importantíssima e que muitos nem sequer ouviram falar ou não sabem como utilizá-la. Essa variável estatística chama-se correlação. Análise de correlação fornece um número (entre -1 e +1) que resume o grau de relação dos retornos entre duas variáveis. Por exemplo, se você analisar a correlação do ouro com o Ibovespa, verá que seu valor chegará próximo a -1, pois são ativos de características totalmente distintas. O ouro costuma ser bastante procurado como investimento quando o mercado financeiro vive momentos de estresse tal como na crise de 2008. O número -1 pode ser interpretado matematicamente da seguinte forma: se ouro subir 1% no dia, ação cairá -1%. Portanto, se você investir em ativos que têm correlação +1 achando que está diversificando, na verdade você está adicionando mais risco à sua carteira, pois tais ativos se moverão na mesma direção e na mesma intensidade.

E quanto ao percentual de investimento que devo distribuir para cada classe ou ativo? Quando você opta por um fundo de investimento, os profissionais farão isso por você, além de terem de respeitar os limites de exposição definidos por lei. Agora pra quem opta em fazer a própria gestão da carteira, você pode fazer uma leitura do atual cenário econômico e balancear a sua carteira com base na mesma. Como exemplo, um cenário de alta taxa juros costuma derrubar o mercado acionário, pois os investidores correrão para ter títulos públicos de alto rendimento e de menor risco que o mercado acionário, ou seja, eles avaliarão que a relação risco-retorno ficará mais atraente para títulos públicos. Na crise que se iniciou em 2014 no Brasil, esse movimento foi muito mais intenso, pois ao mesmo tempo em que a taxa básica de juros (Selic) aumentava consistentemente, os lucros das empresas brasileiras encolhiam. Sendo assim, num cenário como o descrito acima, quem colocou a maior parte de seus investimentos em títulos públicos atrelados à Selic, se saíram melhor.

Na diversificação dentro das classes de ativos você pode optar por investir em empresas de diferentes setores da economia, tanto para títulos privados quanto para ações. E quando tratamos de diversificação de títulos públicos, existem fundos que acompanham índices que representam a carteira de mercado desses títulos. Há ainda os fundos de investimento imobiliário para quem quer diversificar seus investimentos no mercado imobiliário.

A Estratégia 80-20

Uma técnica muito difundida e utilizada por vários investidores é a estratégia 80-20. Essa técnica prevê que o investidor deve mudar sua estratégia de agressiva para defensiva ao longo da vida, em outras palavras, à medida que a pessoa vai atingindo uma idade mais avançada, ela deve colocar 80% dos investimentos em ativos de menor risco, tal como títulos públicos, e somente 20% em ações.

Exemplos Práticos Reais

Até agora nós voltamos nossa atenção para conceitos de diversificação que são muito abordados em livros sobre finanças, mas tem um ponto pouco explorado que é a alocação de ativos juntamente com a diversificação. Talvez esse assunto seja tão ou mais importante que o conceito de diversificação em si, uma vez que pode te proporcionar rentabilidades extraordinárias. Posso aqui citar algumas experiências reais de como nossa equipe técnica conseguiu resultados excelentes aliando diversificação e alocação de ativos. Vamos a uma delas.

O Ibovespa vinha se recuperando forte em 2016 e compramos ações da Sanepar à R$2,90. De acordo com nossas análises estipulamos uma objetivo de saída quando a ação atingisse R$10. Não demorou muito e a Sanepar imprimiu uma valorização sem precedentes em um curto espaço de tempo e nós vendemos ela à R$10,50 conforme planejado e com uma valorização de 262% (atente-se que definimos o preço de venda, e não o tempo que levaria para ação atingir aquele valor, o que seria impossível). A melhor parte é que agora teríamos mais dinheiro para alocar em outras ações que ainda não haviam se valorizado durante esse meio tempo.

Com aquele dinheiro nós compramos ações da Ferbasa quando estava sendo negociado à R$11,70 e colocamos uma meta de venda à R$24,00. Mais uma vez cumprimos nosso plano e saímos com uma valorização de mais de 100% em menos de 1 ano. Esse é só um exemplo dentre 3 ou 4 estratégias parecidas que também deram certo mas numa proporção menor. Ocorre que as ações tem tempos diferentes em suas escaladas de valorização e você pode se aproveitar disso para multiplicar ainda mais seus ganhos. Geralmente essa tática dá certo com empresas de diferentes setores pois o mercado precifica de forma mais rápida o setor que é “a bola da vez”.  Deixamos claro que os valores estipulados como meta nesse exemplo real não saíram da nossa cabeça do nada, mas sim através de análises fundamentalistas.

Conclusão

Em resumo, se você quer atingir níveis de rentabilidade acima do seu benchmark (tal como o Ibovespa por exemplo)você deve ser um aprendiz incansável, ninguém estará 100% preparado como investidor, é um processo de aprendizado contínuo. Tenha em mente que se você optar por administrar sua própria carteira não será fácil obter retornos acima da média e te exigirá muita dedicação. Sofrer perdas é absolutamente normal até mesmo os maiores investidores do mundo já passaram por isso. O mais importante é você extrair o máximo de aprendizado com os tropeços ao longo do caminho e se fortalecer cada vez mais como investidor.

Observação: no mercado financeiro a palavra “estratégia” se remete à longo prazo, enquanto a palavra “tática” se remete à curto prazo. Durante o texto nem sempre nós utilizamos essas palavras como no sentido literal.

Quer ser um megainvestidor? Acompanhe nossos conteúdos e pratique nossos ensinamentos. 70% do nosso aprendizado vem da prática, então pratique. Queremos preparar os investidores brasileiros para um novo mercado que está surgindo e pra isso nós usamos nossos conteúdos para levar conhecimento ao nosso público. Em um futuro muito próximo a tecnologia irá permitir que qualquer pessoa possa emprestar dinheiro e/ou comprar participações de qualquer empresa do Brasil ou do mundo.

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