Quem sou eu? Refletir Sobre Meu Passado Para Entender O Meu Presente E Projetar Meu Futuro

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Talvez uma das perguntas mais difíceis que temos a responder é: quem sou eu. E falar de si mesmo é por vezes desafiador, porque não somos estimulados à prática da autorreflexão e do autoconhecimento, muito embora seja tão importante para nossa vida. Quando Sócrates, filósofo grego afirmou: “Conhece-te a ti mesmo”, ele defendia a ideia de que cada pessoa deve ter conhecimento profundo de si mesmo para só então, poder conhecer os outros e o mundo real que o cerca.

Compreender melhor as suas ações, reações e motivações; bem como saber quais são os seus valores, seus interesses e objetivos; entender como as suas crenças afetam as suas conquistas, entre tantos outros questionamentos pode não só contribuir significativamente, para que você tenha maior clareza sobre si mesmo, como também ajuda-lo(a) na construção de quem você quer se tornar.

Mas como compreender o presente sem olhar para o passado?

Estudos apontam que é ainda na primeira infância (de 0 a 6 anos) que os alicerces das competências e habilidades cognitivas e emocionais do adulto são estabelecidos. E um outro fato relevante é que a origem do nosso comportamento é composta pelas nossas características genéticas e fisiológicas e, das nossas experiências e relação com o mundo.

Ou seja, somos tudo aquilo que já vivemos e experimentamos. Somos fruto das relações humanas que desenvolvemos ao longo da nossa vida. Somos as nossas memórias!

Agora, pare um pouco e reflita:

Que fatos marcaram a sua vida até hoje?

Que pessoas influenciaram quem você é hoje?

Que comportamentos se repetem nos momentos mais desafiadores da sua vida?

Você já parou para pensar em como você mudou ao longo do tempo?

 Investir em autoconhecimento para que?

O autoconhecimento pode ser muito enriquecedor, estimular muitas transformações pela descoberta de valiosas qualidades, porém até então desconhecidas.

O autoconhecimento tem como proposta:

– Ampliar a percepção de si mesmo, reconhecendo seus pontos fortes e compreendendo suas fraquezas;

– Analisar a sua trajetória de vida, que fatores influenciam e motivam as suas escolhas e, compreender como a sua individualidade foi construída;

– Desenvolver a capacidade do observador interior (se questionar diante das suas percepções), assumir a auto responsabilidade (eu sou o responsável) e assim, viver uma vida que faça mais sentido e alinhada com a sua essência;

– Trabalhar a questão da integração do tempo: para o jovem definir o que quer vir a ser é preciso estar claro a ele quem foi, quem é e quem será;

É pelo autoconhecimento que virão a autoconfiança, a autoestima, a automotivação, a autoconsciência; é o autoconhecimento que fará você ser cúmplice de si mesmo, comprometido consigo mesmo, criando a sua própria realidade (Navarro, 2009).

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