3 Perguntas para Não Gastar por Impulso

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Ah, a tal da "Racionalização e o seu poder destrutivo".

Se você me acompanha no Café com Finanças ou no Dinheiram já está familiarizado (a) com a expressão "durma no consumo" e com as três perguntas "sossega leão" que sugero que faça a si mesmo antes de comprar: "eu preciso", "eu posso" (pagando a vista) e "eu devo".

Você pode ter ouvido por aí que são 5 perguntas a questionar: "onde está o eu quero e o eu mereço?"

E eu respondo: em minha teoria, eles não entram. Explico:

Emoção pura

Nós somos (ou tentamos ser) um resultado equilibrado de nossas "metades"; a metade racional e a emocional. Mas o fato é que, por natureza, somos seres totalmente emocionais e instintivos. Nascemos 100% emocionais, a lógica e a razão são coisas que aprendemos com a família e a sociedade ao longo da vida.

Como é algo aprendido, é muito mais lento que a emoção e, por isso, já começa com chances desiguais. Quer ver?

Você está caminhando tranquilo e um estranho lhe dá um forte tapa na cabeça, qual é a sua reação imediata?

a) Pensa: "ele é um ser perturbado, deve estar com algum problema. Pai, perdoa porque ele não sabe o que faz." Profere palavras de amor ao próximo para tentar ajudá-lo e segue seu caminho.

b) Manda o "esbofeteador" para "aquele lugar", ou até mesmo, devolve o tapa.

Se você respondeu A... ou você é um ser muito evoluído espiritualmente ou, haaaannnn, fala a verdadeeee vai! 🙂

Fato é, 99% das pessoas reage impulsionada por emoção em um caso desses. E, com as compras, não é diferente.

O interessante é como a emoção é desprezada em nossa sociedade e relegada aos "fracos". São mentiras contadas e recontadas para "grandes nomes" ganharem ares de divindades da razão.

Mas, o fato é outro. É de se imaginar que o CEO de uma empresa de bilhões como a Disney Co seja um homem muito racional e maduro, certo? Bem, há um livro chamado "Disney War" que conta a história dos mandos e desmandos infantis de Michael Eisner, ex-CEO da Disney, que ilustra um pouco do que quero dizer.

Equilíbrio nem tão distante

Para uma vida equilibrada, razão e emoção devem trabalhar juntas, e esse é um exercício diário árduo.

Quando perguntamos para nós mesmos "eu mereço" e "eu quero", quem responde rapidamente é nossa emoção. Todo mundo acha que é merecedor de tudo e, "eu quero"... fala sério, vai. Quem não quer coisas boas?

Essas perguntas são como perguntar a um leão se ele quer e merece carne. A resposta é óbvia e invariável . Talvez masoquistas e religiosos fanáticos respondam que não são merecedores de nada e só querem a punição pelos seus pecados. Aí são extremos.

Claro, você pode responder a todas as 5 perguntas "racionalizando" (mentindo para você mesmo) e fazer bobagem de qualquer jeito. E, quando perguntamos "eu preciso", ainda há espaço para as emoções fazerem estrago.

A ideia, contudo, não são as respostas em si, mas sim o fator "esfria ânimos" que, ao fazer essa sequência de perguntas, ativa sua razão e assim, dá tempo para o "calor inicial" se dissipar. E claro, perguntas como "eu posso pagar a vista sem me endividar" e "eu devo", falam (ou ao menos deveriam falar) direto com a razão. E se, ainda assim você se enganar, elas tendem a causar ao menos um pequeno desconforto que - muita atenção aqui -  pode ser o início de uma atitude mais saudável frente a essas decisões.

Para finalizar

Já ouviu a frase "a vida não é justa mas ainda assim é boa"? É isso amigo. Imagine se tivéssemos tudo o que acreditamos merecer? Não sobraria nada para ninguém. O mundo já teria ido para o buraco e a humanidade seria só o lixo que deixamos para trás. Então esqueça essa coisa de que "nasceu merecendo" e faça por merecer.

Merecimento pouco tem a ver com felicidade e conquistas. Esforço, paciência e persistência são, entre outras coisas, o meio para esse fim. E aí, se o resultado vier (muitas vezes ele não vem), você terá de fato merecido. Então inverta a ordem e quem sabe, você mereça o resultado.

Quem sempre sofre por achar que merece, se coloca na posição de vítima e não assume a responsabilidade sobre sua própria vida. Assim, cada vez mais, a "vida lhe dá menos" e aumenta o sofrimento exponencialmente por "merecer e não receber". E qual o prêmio que o "merecedor" dá para si mesmo? Passe livre para fazer bobagens (como gastar demais) já que, afinal, ele merece.

Vamos mudar esse paradigma?

Da próxima vez se atenha, principalmente a ser honesto consigo mesmo ao responder se você pode e deve tomar aquela atitude, combinado?

Espero que tenha servido de alerta e tenha trazido aprendizado para você, que teve paciência de ler até o fim. Agora, deixa eu abrir aquele vinho de 1000 Euros para relaxar, afinal, eu mereço! (Brincadeirinha!)

Vida plena e próspera, jovem amigo! Nos vemos semana que vem.

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