6 Dicas Infalíveis Para Não Errar Na Escolha Da Sua Profissão

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E aí? Tudo bem? Hoje quero continuar a falar com você sobre como não errar na escolha da sua profissão. Parece ser um assunto tão repetitivo “escolha da profissão, como escolher minha profissão e acertar na profissão”, mas ainda sim tem muitas pessoas (adolescentes, jovens e adultos), que possuem dúvidas e/ou medo na hora de escolher sua profissão.

No artigo Qual profissão devo seguir, comentei sobre alguns princípios básicos antes da escolha da sua profissão. Se você não leu, recomendo que leia, para não perder nenhum conteúdo que agregue valor na hora da sua escolha.

Antes de dar algumas dicas que vão te ajudar na escolha da sua profissão, quero falar sobre medo e insegurança. Segundo o Google, medo é um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação de eventual perigo. Existem diferentes tipos e níveis de medo, que pode ir desde uma ligeira ansiedade ou desconforto até o pavor total. Já insegurança é o sentimento de amparo, sensação de não estar protegido.

Nunca houve na história jovens com tanto conhecimento, tão inseguros e frágeis emocionalmente. Isso é muito triste. Muitos com medo do vestibular, medo do futuro, e tantas outras coisas.

Quando penso em medo da escolha da profissão, entendo que é o medo de errar, de fracassar, de fazer as escolhas erradas e isso gerar dentro de si uma frustração tão grande a ponto de paralisar e cair em depressão. Aliás este medo tem sido tão forte que já tem colocado adolescentes e jovens em uma cama.

Não é fácil decidir por algo não experimentado, “como posso decidir ser engenheiro se nunca experimentei a engenharia”? O medo pelo desconhecido gera dentro do ser humano o sentimento de desamparo e a falta de proteção, em outras palavras, a insegurança.

No meu livro Manual do Jovem de Sucesso, aprofundo o assunto, mas quero falar rapidamente neste artigo sobre dois subtemas: Os dois cérebros do ser humano e dicas para não errar a profissão que for escolher. Como assim temos dois cérebros? Explico melhor!

Nós seres humanos possuímos duas grandes áreas responsáveis pelas tomadas de decisão: a parte racional (córtex pré-frontal) e a parte emocional (amígdala).

Quero deixar claro aos leitores que não sou formado em Psicologia e a ideia não é aprofundar o tema, o intuito é apenas trazer um certo conhecimento para o jovem, o maior público que atendemos, isto é, a linguagem é facilitada e o tema sintetizado para fácil compreensão, não para diminuir o tão complexo cérebro humano.

A amígdala é responsável pelas emoções. Tudo que vemos, ouvimos, cheiramos, comemos, passa primeiro pela amígdala, parte do cérebro responsável pelo instinto de sobrevivência. O interessante é que o cérebro não distingui o  real do imaginário, e se você se concentrar em algum medo, sentimento ruim, provavelmente vai sentir seu corpo reagindo para se proteger de uma possível ameaça. Ou seja, se você tem medo de altura, se concentrar e imaginar com detalhes caindo de um lugar alto, voando de avião, ou alguma ponte sem segurança, provavelmente vai sentir um frio na barriga, aos poucos vai sentir seu corpo paralisado.

Já no córtex pré-frontal está localizado a responsabilidade pelas tomadas de decisões racionais. Isto é, tomar a decisão de estudar para passar na prova mesmo estando cansado, num domingo chuvoso.

Estou falando disso porque a região que recebe a comunicação primeiro dos nossos sentidos é a amígdala, ou seja, quando você pensa no futuro, na indecisão, nas tomadas de decisão, o seu cérebro não consegue diferenciar se é real ou não isso que está acontecendo, consequentemente, te paralisa, te coloca sem condições de pensar, decidir ou fazer devido seu instinto de sobrevivência.

A boa notícia disso é que o córtex pré-frontal (a parte racional) pode ser treinada a ponto de conseguir se sobrepor as emoções. Ou você acha que pessoas pelo mundo que suportam extremas temperaturas, ou deitam em pregos, nasceram com dom? Eles treinaram!

Você entendeu que o medo e a insegurança podem ser inibidos, e dar espaço para tomadas de atitudes? E mais! Você tem tudo que precisa: Seu cérebro!

Bem… você já entendeu a necessidade de treinar seu cérebro para vencer emoções negativas que te paralisam, mas cadê as dicas para não errar na escolha da profissão? Aqui estão elas. Separei as que de imediato julgo ser mais importantes na escolha da profissão.

  • Busque autoconhecimento

Como você vai escolher alguma coisa se você não se conhece? Dedique tempo se conhecendo. Responda as perguntas: O que eu gosto de fazer? Quais minhas qualidades? Quais meus defeitos? O que eu gostaria de estar fazendo daqui cinco, dez anos? Em que eu sou bom? Prefiro contato com pessoas ou tecnologia? Quero ter meu próprio negócio ou trabalhar para alguém?

Eu sempre bato na tecla a respeito do autoconhecimento, porque simplesmente as pessoas que chegam até mim, estão desesperadas por estarem fazendo coisas que não gostam, que não querem, mas que elas mesmo escolheram, por falta de se conhecer. Por não terem tido um tempo de reflexão, e descoberto a respeito de si mesmo. Inclusive recomendo este teste de personalidade gratuito, que ao meu ver é o mais completo de todos. Clique aqui para fazer o teste.

Não sou contra aos testes vocacionais, eu mesmo já fiz muitos, e descobri uma coisa. Posso ter ferramentas sim para conhecer minha vocação, mas antes disso preciso descobrir mais a respeito dos meus comportamentos, personalidade, identidade.

Conhecer seus comportamentos, sua personalidade e ter bem definido sua identidade (aquelas perguntas filosóficas mesmos Quem sou eu? Por que Existo? Por que faço o que faço?), te dará uma autoridade na escolha das alternativas num teste vocacional .Eu te pergunto: Como fará um teste de vocação, se você não sabe do que gosta e não gosta para responder essas questões?

  • Escolha algo que você seja apaixonado.

Faça algo que você seja apaixonado. Se você ama se comunicar, estar trancado num escritório, talvez não seja a melhor opção. Aquilo pelo qual é apaixonado, produz em você mais estados emocionais positivos, como por exemplo, a alegria. Já viu alguém que é apaixonado pelo que faz, fazendo aquela coisa de maneira triste? Dificilmente encontrará.

  • Experimento muito antes de escolher 

Já tem uma ideia do que gostaria de fazer? Experimente! E quando falo de experimentar é de todas as maneiras possíveis. Conecte-se (network) com pessoas da área que te possibilite experimentar uma conversa saudável e que agregue valor na sua tomada de decisão. Por exemplo, quer fazer Odontologia? Conheça dentistas que são felizes com a profissão.

Além de se conectar com pessoas, você pode ir até os ambientes que ofereçam o aprendizado, conheça universidades, empresas, pesquise na internet. Aliás, com a internet você consegue ir pra qualquer lugar do mundo sem sair do seu quarto. Claro que se você quer maximizar a experiência, sem dúvidas te indico a sair da sua casa. Explore o mundo! Talvez a vergonha, timidez e o medo queiram te paralisar, por isso lembre-se de treinar seu cérebro para romper com isso. Experimentar é ótimo!

  • Seja curioso

Não se limite! Quanto mais curiosidade você tiver, mais caminhos e oportunidades encontrará! A curiosidade é o princípio para a criatividade. Ou seja, se você quer trabalhar com internet, por exemplo, mas quer sair do clichê, é importante que você esteja sempre assimilando conteúdos novos, para que os insights (ideias) surjam. Garanta ter uma ferramenta de registro para seus insights, curiosidades e conhecimento. Pode ser uma rede social de fácil acesso aos seus conteúdos como o Twitter, post it que você cola em um quadro de sua casa, ou até mesmo um celular ou caderno. Isso resultará em seu Repertório, ou Mindset.

A cada ano, profissões surgem e você pode ser o pioneiro de alguma dessas, se buscar os caminhos alternativos, se for curioso, de desejar criar um impacto diferente do comum.

  • Tenha sensibilidade para os detalhes

Em outras palavras, tenha um olhar clínico para tudo aquilo que acontece com você e ao seu redor. Já ouviu algumas pessoas dizendo que ” o mundo conspirou a seu favor”. Bem, esta frase é real, mas muitos jovens perdem as oportunidades, por não enxergarem as oportunidades. Esteja atento! Talvez esteja procurando a profissão certa, a vocação certa e ela pode estar mais perto que imagina. Foi o meu caso, caso queira saber mais sobre isso, leia o artigo Qual Profissão Seguir.

  • Escute pessoas de confiança e tenha mentores

Tenha pessoas de confiança que você possa abrir seu coração e sua mente, sem que haja um julgamento antecipado. Não sou contra dos pais serem amigos dos filhos e até confidentes, porém na maioria dos casos, os pais ativam o senso de proteção nos filhos e toda a conversa é filtrada. Deixa de ser uma conversa franca e real. Os pais são as pessoas que mais pensam no futuro do jovem, e mais se importam, porém, muitos deles acabam projetando sonhos pessoais na vida dos filhos. Um pai médico, vai querer que seu filho seja médico. Ou melhor, um pai vai querer que o filho faça engenharia, por não ter tido a oportunidade de fazer.

Tenha mentores. Pessoas que você tem como referência e que poderá ser aberto ao ter um diálogo. Os pais se preocupam muito com os filhos e isto é válido, mas também vem acompanhado de um excesso de proteção e isso não faz bem ao jovem, pelo contrário, o sensibiliza demais e o deixa vulnerável para a realidade do mundo.

Não estou criticando o papel dos pais. Pelo contrário, sou a favor de que os jovens tenham um vínculo e apoio dos seus responsáveis, mas é extremamente necessário que o jovem tenha autonomia de construir seu próprio caminho, buscando pessoas de referencia, seja pelos valores e princípios, seja por terem alcançado seus objetivos. Mentores são pessoas que impulsionam seus mentorados, que agregam valores, que facilitam os caminhos e experiências dos que estão ao seu redor. Lembre-se que mentores podem dar ou não suas opiniões pessoais e suas experiencias, porém o foco deles é provocar o mentorado a expandir sua maneira de pensar. O processo de mentoria é algo natural. Ou seja, você identificará pessoas ao seu redor, que são potenciais para serem seus mentores.

Ter uma opinião externa de quem é você, é muito importante, pois te dá uma nova perspectiva a respeito dos seus gostos, comportamentos, hábitos e defeitos. Isso significa que você vai acatar tudo que falarem de você? Claro que não! Mas é a possibilidade de repensar a respeito de si mesmo, sem contar que muitas vezes é difícil definir o que gostamos, mas as pessoas de fora conseguem fazer isso de maneira mais fácil.

Estas foram algumas dicas para quem não quer errar na escolha da profissão. Foi útil? Te acrescentou algo? Compartilhe! Dúvidas, críticas, sugestões ou elogios deixe logo abaixo no campo de comentário.

E é isso minha gente! Sucesso!

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