As 5 Habilidades da Inteligência Emocional

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Pesquisadores encontraram indícios de que nossa espécie Homo Sapiens habita o planeta Terra por pelo menos 150 mil anos. Sendo que, nos últimos 70 mil anos iniciamos um processo de formações de novas estruturas até antes inexistente. Desenvolvemos diversas culturas, resultando numa história riquíssima, que leva a única espécie de Homo ainda existente ao topo da cadeira alimentar.

A ciência ainda não sabe o que motivou a evolução e desenvolvimento cerebral, capaz de realizar infinitos outros processos quando comparados a maioria dos outros animais. Afinal, no meio da savana africana ter uma musculatura cerebral que te possibilite ter mais força para resistir aos grandes predadores ou garras e dentes que facilitem a caça parece mais útil. Porém, foi o desenvolvimento do nosso intelecto que nos trouxe onde estamos e pode nos levar a lugares que nunca imaginamos chegar.

A Revolução Cognitiva que ocorreu há cerca de 70 mil anos, levou nossa espécie a desenvolver a agricultura, começamos a domesticar animais que até pouco tempo eram nossos predadores na cadeia alimentar e desenvolvemos a culinária. Todas essas conquistas do Homo Sapiens são de extrema importância para que hoje tenhamos o nível de tecnologia e conforto que usufruímos.

Estranho notar que mesmo com tamanho desenvolvimento cognitivo, o ser humano ainda não conseguiu se livrar de suas dores emocionais e pouco compreende sobre os fenômenos psíquicos. Em 1971, o psicanalista Rollo May publicou o maravilhoso livro “O homem à procura de si mesmo”, onde disserta sobre suas razões para o sofrimento humano. Para ele, o problema fundamental do homem é a sensação de vazio, vejamos trecho do livro a seguir.

“Com isso quero dizer não só que muita gente ignora o que quer, mas também que sente. Quando falam sobre falta de autonomia, ou lamentam sua incapacidade de tomar decisão – dificuldades presentes em todas as épocas – tornam-se logo evidente que seu verdadeiro é não ter uma experiência definida de seus próprios desejos e necessidades. Oscilam desse modo para aqui e para ali, sentindo-se dolorosamente impotentes porque ocas, vazias. O que as leva a buscar ajuda talvez seja, por exemplo, o fato de romperem sempre seus relacionamentos amorosos, ou não conseguirem concretizar seus planos de casamento, ou a insatisfação com o companheiro escolhido. Mas não é preciso falarem muito para revelar que esperam que o cônjuge atual ou futuro preencha uma falta, um vácuo no seu íntimo e ficam ansiosos e zangados quando ele ou ela não conseguem”  (Rollo May, 1971).

Podemos perceber que para Rollo May, a origem dos sofrimentos e ansiedades humanas se dá ao que ele chama de “vazio”. Ou seja, estamos sempre em busca de experiências que são impostas pela sociedade em que vivemos e acabamos nos distanciando de nossos próprios desejos, nos prendendo em uma cela fria e solitária de amargura.

Prospectamos todo o nosso vazio em uma “outra coisa” ou um “outro ser” e criamos a expectativa de que esse “outro” nos preencha por completo, o que naturalmente não acontece de forma plena, aumentando ainda mais esse vácuo íntimo. Para esse autor, a única forma de nos libertarmos dessa cela fria de amargura é o autoconhecimento, pois quanto mais conhecemos a nós mesmos, menos prospectamos expectativa no outro.

Buscando soluções para diminuir esse sentimento de vazio, se fez necessário que muitas ciências começassem a analisar melhor o efeito das emoções em nossa vida. Afinal, nossos sentimentos possuem um papel fundamental nas escolhas que fazemos durante nossa trajetória.

Em 1986, o americano Daniel Goleman publicou o livro Inteligência Emocional, que foi de extrema importância para popularizar o termo no mundo todo. Com as pesquisas realizadas sobre esse tema fica clara a necessidade que nós temos de desenvolver nossa inteligência emocional para evitar o sofrimento e conseguir usufruir de uma vida mais saudável e próspera. Sem inteligência emocional dificilmente alguém conseguirá ter sucesso profissional, relacionamentos saudáveis ou uma carreira consolidada.

Daniel Goleman define a Inteligência Emocional como: “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.”

Inteligência Emocional x Habilidades
A Inteligência Emocional pode ser categorizada em cinco habilidades:
Autoconhecimento emocional: Capacidade de reconhecer as próprias emoções e sentimentos.
Controle emocional: Habilidade de lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida.
Automotivação: É capacidade de dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal.
Empatia: É a habilidade de reconhecer emoções no outro.
Relacionamentos interpessoais: Habilidade de interação com outros indivíduos, utilizando competências sociais.

Desenvolver as 5 habilidades ligadas a inteligência emocional é essencial para nossa evolução, procure conhecer mais a si mesmo e não deixe de lado sua saúde emocional. Não queira mudar o mundo sem cuidar do seu mundo!

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