Como Fazer a Melhor Escolha para Sua Vida?

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Todos nós possuímos o livro arbítrio e assim somos livres para escolher.
Com certeza uma das características que diferencia seres humanos de animais é a nossa capacidade de discernimento, de escolher o que é certo e errado. De não agir apenas por impulso e ter consciência de quais serão as consequências de nossos atos.  Você por acaso, já viu algum cachorro economizar ração para o futuro? De um leão virar vegetariano? Provavelmente não, pois os animais simplesmente vivem de acordo com os seus instintos de reprodução e sobrevivência. Um aspecto que nos traz muita responsabilidade é o fato de possuirmos o livre arbítrio. Quando adultos já temos (ou deveríamos ter) a capacidade de discernimento bem desenvolvida e assim sermos livres para escolher. Porém, essa é uma decisão que implica cautela, já que ao mesmo tempo em que decidimos, também renunciamos algo e se der errado a culpa será nossa. E é por isso, que muitas pessoas preferem deixar o controle e a decisão daquilo que ocorre em suas vidas para os outros, pois se der errado fica mais fácil apontar um culpado e não assumir a sua responsabilidade. Assim, também é mais cômodo quando viajamos, sermos o passageiro do que o motorista, mesmo correndo o risco de ir parar em um lugar que nem sempre é o que desejávamos.   E como sabemos o que é certo escolher? Segundo o filósofo Platão (428 a.C. - 347 a.C.), para cada coisa existe um arquétipo (forma primordial) e sua essência está presente no mundo das ideias, como exemplo: um marceneiro antes de criar uma cadeira possui em sua mente um ideal que se concretizará em matéria, tornando-a tangível. Entre os elementos arquetípicos está o bom, o belo, o justo e o verdadeiro, para sintetizarmos, diante de uma decisão a escolha ideal seria nos perguntarmos: “esta atitude será boa, bela, justa e verdadeira para mim e para o outro?”. Segundo Aristóteles, discípulo de Platão, os nossos sentimentos acabam indicando se nossas ações são virtuosas ou não.  Ao fazermos o que é correto e apropriado em uma determinada situação, sentimos uma sensação de satisfação e fortalecimento interior, ao contrário de quando agimos de forma desarmônica ou somos dominados por atitudes extremistas ou que nos levam ao vício, sentimos uma sensação de inquietação, ansiedade e dor moral. Assim, quando sentimos uma forte sensação de angústia ou desconforto diante de uma decisão, pode ser que não seja a melhor escolha ou o momento mais adequado para fazê-la. O diferente ocorre quando mesmo tendo medo do desconhecido, encaramos aquela decisão como sendo a melhor opção de acordo com nossos valores e princípios. Por isso, que o autoconhecimento é importante para fazermos as melhores escolhas para nossas vidas, descobrindo o que é essencial para cada um de nós.   O autoconhecimento na prática Para se conhecer é necessário olhar para dentro, atitude essa que se torna cada vez mais difícil nos dias de hoje devido a inúmeras distrações e opiniões alheias. Todo ser humano passa por uma espécie de guerra interior. Um mito hindu chamado Bhagavad Gita retrata bem este cenário, no qual de modo simbólico existe uma batalha entre dois exércitos – os pandavas e os kuravas – que seriam nossas virtudes contra nossos defeitos. Diariamente, precisamos escutar nossa voz interior e reconhecer quem está a falar, se é o nosso lado virtuoso ou o canalha e qual deles nós vamos combater. Nesse processo de autoconhecimento, a memória também surge como um elemento vital para nortear nossas escolhas e ao mesmo tempo nos corrigirmos, pois se nós não lembramos daquilo que fizemos hoje ou de como reagimos diante dos obstáculos e conflitos, como poderemos melhorar amanhã? Uma atividade interessante nesse processo de autodescoberta é ter o hábito de anotar quais as experiências extraímos de cada dia, isso nos dá mais certeza de quem realmente somos, do que precisamos mudar e por qual caminho devemos seguir. Além do mais, é importante ter alguém que você confia como referência e que possa te ajudar neste processo de avaliar as alternativas, como um mentor, alguém que já passou pela mesma experiência que você está enfrentando e que você admira, ou até mesmo buscar ajuda de um profissional capacitado na área de desenvolvimento humano, como psicólogos ou coaches.    

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