O Jovem, a Expectativa e o Dinheiro

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Salve jovem amigo e amiga, tudo bem?

Antes de mais nada, é uma honra incrível ter sido chamado para um projeto como o Inspirando Jovens de Sucesso pelo Matheus A. Tomoto. Fazer o que amo junto com pessoas desse calibre, além de uma baita responsa, é um prazer.

Agora ao que interessa: você!

Independente do ponto que esteja em sua carreira, o dinheiro sempre fará parte dela. Por isso, quanto melhor for a sua relação com essa ferramenta, melhor será sua vida. E acredite, jovem padawan, conseguir o dinheiro é o menor dos desafios.

"Estou contente com minha vida, e não há nada errado nisso. Felicidade é um estado extremo, como a tristeza.

Ninguém fica feliz nem triste o tempo todo, pois simplesmente não é natural. O mundo ocidental tem aversão ao contentamento, pois o confundem com comodismo, daí essa frustração geral, pois a busca se concentra em algo idealizado e muito efêmero, quando o contentamento é algo real e que pode ser duradouro. Estou contente com minha vida, pois sabemos como a condição humana pode ser miserável." - Billy Joel

Basicamente o que o mestre Billy Joel quis dizer é que o dinheiro não pode ser um fim, mas sim um meio. E como a sociedade de maneira geral estabelece "ter muito dinheiro" como propósito de vida, o resultado está aí: o mal dessa geração é emocional.

E a pergunta que vem na sequência quase sempre é: "mas o que eu faço então?".

Antes de tudo, procure um texto do filósofo Alan Watts onde ele propõe a reflexão "e se o dinheiro não existisse". Como eu quero que de fato você procure esse texto, não vou além disso.

Em seguida, olhe para a carreira que escolheu e veja se ela se enquadra nessa filosofia proposta por Watts. Se sim, ótimo, você viverá uma vida plena e próspera. Do contrário, mesmo que ganhe muito dinheiro, tudo o que acumulará serão frustrações e desgostos.

Quem faz o que ama, não depende do dinheiro para lhe trazer compensações para uma rotina miserável em uma carreira que não move sua paixão. Pode ser que no início, na fase que as benesses do capital ainda deslumbram, tudo isso que falo pareça besteira.

Porém, inevitavelmente, as coisas materiais perdem a graça e tudo o que sobra é ruína psicológica. Heath Ledger, Robin Williams, Kurt Cobain, Philip Seymour Hoffman, esses nomes te dizem algo?

Jamais acredite nessa conversa de que é "melhor estar deprimido em um hotel 5 estrelas em Paris". Acredite, depressão não é bom em lugar nenhum. Quando se tem uma mente em paz, pouco importa o lugar, a satisfação é companheira de viagem.

Embora eu ache um termo supervalorizado, vou usá-lo para ilustrar meu ponto. A felicidade só existe em nossas mentes. Se você não consegue ser feliz consigo mesmo, nem todo dinheiro do mundo o fará feliz: a sensação de insatisfação será constante.

É importante enquanto se é jovem entender o papel do dinheiro para que as decisões que vai tomar hoje não lhe tragam um futuro sombrio. O único papel do dinheiro é lhe servir, e não o contrário. E para que isso aconteça, é preciso que sua vida tenha propósito.

Tudo que estou dizendo aqui não é algo que tirei de um livro, mas sim, resultado de minhas próprias experiências: durante minha vida toda meu objetivo era "ser rico" e assim, tomei uma série de decisões que me trouxeram muito dinheiro, mas para cada centavo que entrava na conta bancária, 1 dólar entrava na conta emocional em forma de expectativa e, por consequência, frustração.

Só depois dos 30 anos que veio a epifania: nada daquilo fazia sentido. Passei uma vida mentindo para mim, construindo a auto-imagem que eu gostaria de acreditar. Que cumpria os requisitos sociais atrelados ao sucesso.

Quando, na verdade, o que eu mais amo (entre algumas outras coisas) estou fazendo nesse exato momento: escrevendo e tentando ajudar pessoas.

Hoje, a necessidade de consumir para "mostrar meu sucesso" passou. Compro algo se faz sentido. Tiro foto se acho bonito (e não compartilho nas redes sociais). Vivo para mim e não para os outros.

Finalmente, querido jovem, não faça como fiz e como a absoluta maioria continua fazendo. Procure algo que faça sentido, algo que faça sua vida ter um propósito. Desvincule as suas escolhas profissionais do dinheiro, para que após fazer bem feito algo que te motiva, o dinheiro seja o resultado natural.

Condicione-se a esperar o mínima das coisas, pois assim o menor dos mimos trará consigo uma alegria enorme. Acredite, as melhores coisas da vida custam muito pouco ou quase nada.

Se tudo isso parece um tanto esotérico, jamais se esqueça disso: o dinheiro não existe sem pessoas, e pessoas são produtos de suas próprias mentes. A maneira como cuida de sua mente reflete diretamente em suas finanças e dita sua qualidade de vida.

Repito: para quem nada espera, o pouco é sempre o bastante. Vida plena e próspera e nos vemos no próximo.

 

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