Os Influenciadores da Escolha Profissional

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É mais ou menos assim que funciona: as profissões da moda, as profissões que dão dinheiro, as profissões do futuro, as profissões que pagam mal e assim vai...E o que determina afinal, essa escolha tão importante e significativa de uma vida?

Diariamente, somos bombardeados por inúmeros acontecimentos e pessoas. E inevitavelmente, somos influenciados direta ou indiretamente, muito embora, muitas vezes não tenhamos consciência disso. Em algum momento você já parou para pensar sobre o que ou quem influencia suas escolhas?

Segundo Soares (2000), é impossível pensar no homem como algo separado do seu contexto social, não vê-lo como resultado de suas histórias e consequentemente, determinado por sua ideologia. Por outro lado, ao perceber o homem apenas como determinado oculta-se o fato que é o próprio homem quem faz e escreve a sua história e a de seu grupo social. Ou seja, ele é o responsável pelo processo de mudanças sociais que caracteriza o meio em que vive e se projeta.

Para melhor compreender os fatores determinantes na escolha profissional, foram divididos apenas com finalidade didática, já que se inter-relacionam, em fatores: políticos, sociais, educacionais, familiares, psicológicos e econômico (Soares, 2002). A saber:

  1. Os fatores políticos estão atrelados as políticas governamentais e seu posicionamento perante a educação, em especial ao ensino médio, pré-vestibular, ensinos profissionalizantes e ingresso às universidades.
  2. Os fatores sociais referem-se a divisão das classes sociais, à busca da ascensão social por meio do ingresso ao ensino superior, à influência da sociedade na família e aos efeitos da globalização na cultura e na família.
  3. Os fatores educacionais dizem respeito ao sistema de ensino brasileiro, a falta de investimento do governo na educação, a necessidade e prejuízos do vestibular e a questão da universidade pública e privada de uma forma mais ampla.
  4. Os fatores familiares determinam a família como parte importante no processo ideológico. A busca da realização das expectativas familiares prejudica os interesses pessoais influenciando na decisão e na fabricação de diferentes atuações profissionais.
  5. Os fatores psicológicos compreendem os interesses, motivações, habilidades e competências pessoais, entendimento e conscientização dos fatores determinantes versus a falta de informação que a pessoa está submetida.
  6. Os fatores econômicos se referem ao mercado de trabalho, à globalização, às questões do desemprego, empregabilidade, à queda do poder aquisitivo da classe média e a todas as consequências do sistema capitalista neoliberal.
Família x Escolha Profissional

Para Lucchiari (1998), um aspecto muito importante de quem escolhe uma profissão é a família. Ela é a base que imprime em cada pessoa a primeira visão do mundo e da sociedade. O momento da decisão dos filhos coincide com a fase de meia-idade dos pais e nessa fase, eles também estão se questionando sobre suas vidas, escolhas e profissões. A satisfação ou frustração dos pais em suas profissões influencia a visão que a pessoa vai ter em relação ao mundo do trabalho.

Um fato relevante a ser observado é destacado por Levenfus (1997, p.81):

"A família distribui papeis que os filhos devem desempenhar, muitas vezes ligados ao peso de realizar o sonho dos pais. O filho então torna-se depositário das aspirações, as mais profundas, que os pais não conseguiram realizar, assumindo assim o papel de delegado, isto é, responsável de realizar uma profissão, por exemplo em seu lugar. Identificando-se ao ideal de seus pais, o jovem tenta corresponder a sua expectativa: de ser um grande médico, um bem-sucedido empresário ou um célebre juiz de direito."

Além da influência da família, é preciso ter cuidado para não sofrer influências ocasionais e circunstanciais, pois a sociedade é especialista em modismos e isso acontece até mesmo nas profissões. Atualmente, a moda está nas áreas de robótica, informática e cibernética, pois parecem ser as profissões do futuro. Porém, não adianta escolher uma profissão da “moda” se não corresponde a personalidade e interesse de quem está fazendo essa escolha (Lucchiari, 1998).

 

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