Tecnologia: CERN

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Ano passado eu iniciei meu envolvimento com o LHC, maior acelerador de partículas da Terra. Decidi compartilhar essa experiência com meus conterrâneos, já que para a maioria da população, o LHC é algo de outro planeta (e realmente é). Mas primeiro, quero explicar um pouco mais sobre as instalações, geralmente as siglas dadas aos prédios confundem.

LHC é o acelerador principal (existem aceleradores menores também) construído pelo CERN, Organização Europeia para Pesquisas Nucleares, com aproximadamente 27 km de extensão em circunferência. Ao decorrer do LHC há os detectores, CMS (onde trabalha a equipe de brasileiros que me recebeu), Alice, LHCb, Atlas, Totem e LHCf. São nesses detectores que a magica acontece, nesse trecho específico do LHC são analisadas as colisões entre os feixes de partículas, ora prótons, ora íons, ou seja, onde a diversão dos cientistas acontece.  O LHC fica na fronteira entre Suíça e França com sua sede, a qual se assemelha a uma mini cidade, em Meyrin/Suíça.

Dentro do Cern pode-se encontrar restaurantes, exposições, hostels, biblioteca, laboratórios e os escritórios da maioria das equipes, um playground, muitos locais se assemelham a shoppings ou hotéis de luxo. O que chamou muito minha atenção foi que todos interagem de uma forma muito horizontal, quero dizer, os engenheiros e físicos mais renomados conversam normalmente durante o jantar com alunos muito jovens, como eu. Pra quem já assistiu The Big Bang Theory o local é muito parecido, durante o jantar todos se sentam em mesinhas para conversar sobre o dia a dia ( tecnologia de ponta).

Muitas pessoas me perguntam o que é feito dentro do Cern, em geral e a resposta vai muito além de física de partículas, estudos sobre astronomia e origem do universo, costumo dizer que o Cern é algo de outro planeta, é o guia do desenvolvimento da humanidade, para se ter uma ideia a internet foi inventada lá. É impossível enumerar tudo que é feito lá em um post pequeno como este, mas ilustrando como é amplo o campo de atuação tive uma reunião com um Engenheiro Mecânico francês que trabalha nas instalações do ISOLDE. Ele me guiou por este complexo destinado a área médica e lá estão desenvolvendo robôs para tratamento do câncer.

Nos próximos posts irei contar mais sobre a parte técnica, sobre as cavernas onde ficam os detectores e como são organizadas as equipes de engenharia, como é o trabalho dos físicos de uma maneira bem geral. Acompanhem as páginas do LHC pelo Facebook e Instagram, eles sempre postam o que está sendo realizado lá dentro.

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