Vantagens de Imergir em uma Nova Cultura

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Olá queridos leitores,

Continuo com a série de relatos do meu intercâmbio e o assunto de hoje é a imersão em uma nova cultura. Para os que já acompanharam os posts anteriores, sabem que fiz um intercâmbio de um ano para os EUA, portanto, a cultura que vivi foi a americana. Se você pensa em ir para qualquer outros país, provavelmente notará diferenças em relação ao meu relato, mas vale a pena conferir!

 

Língua

Eu havia feito alguns anos de aula de inglês antes de ir para os EUA e, por conta disso, eu possuía uma base muito boa na língua, não tinha dificuldades com pronúncia e menos ainda com audição e entendimento. Apesar de já ter uma boa bagagem da língua, eu estava longe de ser fluente.

Para você se tornar fluente, a melhor solução é imergir na língua. Evite falar sua língua nativa e fazer contato com a sua família e amigos do Brasil. Sei que pode ser difícil evitar o contato, mas tente se esforçar pelo menos 5 dias por semana. Viva a língua durante os dias que vai para a aula e tire apenas os finais de semana para dar uma escapadinha. Imponha limites sobre você e verá que realmente funciona ficar 5 dias inteiros sem falar sua língua nativa. Seu aprendizado será muito mais rápido e eficaz.

Caso tenha algum brasileiro na sua escola (que foi o meu caso) tome muito cuidado! Não estou dizendo para você não fazer amizade com ele(a), mas tente se aproximar das pessoas locais, afinal, você se mudou de país para aprender a língua e cultura delas, e nada melhor do que aprender através convivência. Quando conversar com seu amigo(a) brasileiro(a) evite o máximo possível falar em português. Se não evitarem, ambos sairão prejudicados no aprendizado.

Costumo dizer que você pode se considerar fluente quando começa a sonhar na língua que está aprendendo. Comece sua imersão na língua assim que chegar no novo país e espere seu primeiro sonho chegar.

 

Rotina

Observando a rotina de muitos jovens americanos, pude concluir que a maioria deles estuda durante o dia, pratica esportes após a aula e trabalha no período da noite. Isso não se aplica a todos os jovens americanos, claro. As escolas influenciam bastante os alunos a praticarem esportes, e essa prática já faz parte da cultura deles, tal como trabalhar desde jovem.

Pelo menos na região em que morei, notei que os jovens normalmente trabalhavam em restaurantes e comércios. Assim, eles guardavam o dinheiro para pagar pelo seu curso de graduação após o término do ensino médio (high school), uma vez que grande parte dos cursos de ensino superior são pagos.

 

Família

Eu tive a oportunidade de conhecer diversas famílias nos EUA, algumas por mais e outras por menos tempo. Morei seis meses com uma e o restante do meu intercâmbio com outra, além ainda de ter a oportunidade de conhecer famílias de amigos e conhecidos.

A conclusão que eu tirei é semelhante a que tenho em relação as família brasileiras. Cada uma tem sua rotina, costumes e criação dos filhos diferentes. Por isso notei grandes divergências. Algumas famílias tinham rotinas regradas e sempre seguiam tudo como o planejado, outras viviam um dia após o outro e sempre agarravam qualquer oportunidade boa que aparecia. Umas tinham mania de limpeza, outras não ligavam muito para limpeza nem organização. Algumas “criavam os filhos pra o mundo”, outras gostavam de manter seus filhos “embaixo das asas”.

É difícil generalizar como a família americana é, ou a brasileira, ou a alemã e por aí vai… Cada uma tem suas características e vive de maneiras diferentes, mesmo que regida pela cultura da região.

 

Datas comemorativas

Nos EUA, as datas mais “especiais” que pude notar foram: Thanksgiving, Christmas e 4th of July. Existem ainda outras menores, tal como Halloween, St Patrick’s Day, Homecoming e Prom (as duas útimas são bem famosas na high school), entre diversas outras.

Não deixe de conferir as partes 1, 2 e 3 dos meus relatos de intercâmbio:

Parte 1Parte 2Parte 3Até a próxima 😉

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