Você Foi Feito Para Dar Errado e NÃO Sabia

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Se preparar, estudar, passar no vestibular, entrar na faculdade, arrumar um emprego, comprar sua casa, casar, ter filhos, ter uma vida estabilizada, salário estável, rotina estável. Nada contra quem segue a correnteza, mas isso pode explicar o porque você NÃO dá certo.

Quando entramos na escola, somos colocados com semelhantes com o objetivo de aprender a ler e escrever. Desenvolvemos uma capacidade encantadora de arrancar sorrisos por gestos espontâneos e naturais.

Ao chegar aos 6 anos, começamos a aprender análises combinatórias, na qual juntamos múltiplas variáveis para resolver problemas complexos, envolvendo maçãs, quebra-cabeças, o que chamamos de matemática.

Na adolescência, observamos o início da pressão social. A cobrança por resultados em simulados, provas, competições internas começam. Aqui, o bullying se mostra presente, marcando aqueles que sofrem com deficiências físicas, mentais ou com baixa auto estima.

No terceiro ano, a pressão descomunal aparece. Traços de cobranças excessivas vinda dos pais, alinhados às exigências escolas e às compressões sociais vinda de seus semelhantes esmagam a autonomia e o florescimento de seus filhos. Os desafios da vida começam a aparecer.

Um crescente número de suicídios, crescimento de crianças depressivas, pais ausentes, adolescentes alcoólatras e mimados. Em uma conversa com um amigo Psiquiatra, ouvi um relato desanimador: o consumo de Ritalina cresceu 775% nos últimos 10 anos.

Mas ai o vestibular aparece. Tudo vai mudar. Você passa, entra no “ciclo da felicidade”. Você vai estudar o que gosta, aprender “tudo o que deve” e sair “preparado” para o mercado de trabalho.

Ao estagiar durante a faculdade, você começa empolgado, cheio de energia e convicção. Suas planilhas começam a ficar recheadas; você aprende a fazer slides; começa a agendar reuniões; e quando se depara, acha que já aprendeu “tudo”. Está na hora de buscar novos ares.

Menos de 6 meses depois, você sai de um ambiente que te proporcionou treinamento, oportunidade de crescimento, assalariou, investiu em seu potencial. Afinal, sua carreira precisa “decolar”. Você é inteligente, capacitado e motivado. Não existem “limites”...

Você foi ensinado que pode alcançar tudo. A informação nunca chegou tão rápido a sua mão. Guerras acontecendo, empresas sendo vendidas, curas sendo inventadas, jovens de 25 anos sendo capa da Exame e você ai, perdido, sem saber o que fazer ao se formar.

Afinal, o que estaria errando? Sempre fui o melhor aluno, tirava as melhores notas, era comportado, seguia as “regras da vida”. Por que estou perdido mesmo depois de fazer o curso de “meus sonhos”?

O grande problema que observo são seres humanos robotizados. Fico perplexo com a falta de questionamento de uma boa parcela da população. Vamos fazer uma comparação? Você vai observar 2 salas de aulas. Uma de 1912, e outra de 2018. Qual a diferença? Nenhuma! Você foi feito para dar errado!

Eu sinto te informar, mas a sociedade não quer que você se destaque. Se estamos participando do nascimento da indústria 4.0, da inteligência artificial, presenciando empregos sumindo, ansiedade disparando. Por quê nossas escolas não enfatizam o trabalho em equipe? Desenvolvimento de habilidades sociais? Problem Solving? Design Thinking?

Por que nosso processo seletivo ou “vestibular” continua sendo arcaico? Por que o ser humano tem medo da mudança. Isso é biológico e não te culpo por isso. Para mudar, gastamos energia, tempo, e muitas das vezes não obtemos o resultado esperado. Isso gera frustação e nossa ansiedade pode disparar.

A ficha ainda não caiu para ti? Faça uma reflexão de sua criação. Como seu pai te criou? Como sua mãe te criou? Que faculdade estudou? Qual foi sua experiência de vida?

Sua criação tem impacto direto na sua vida atual. Gosto de enfatizar este conceito com o filme “A Era do Gelo 2”. Ellie era uma mamute, que foi criada com 2 irmãos gambás, Crash e Eddie. Ela foi criada com a crença de que era uma gambá. Dormia como uma gambá, se alimentava com uma gambá, andava com gambás. Ao decorrer da história, ela encontra um semelhante, Manny. O choque de conflitos começa ai. Nossas crenças são mutáveis!

Algumas semanas são necessárias para que ela perceba que não é um gambá, e sim um mamute. Mas onde quero chegar? Não existe certo ou errado quando falamos de escolhas.

Crenças de uma vida estão mais enraizadas em nosso cérebro. Elas demoram, mas podem ser alteradas. Se eu pudesse dar apenas 1 reflexão deste artigo para você seria:

O que você está escolhendo para entrar na sua vida?

  “Saiba que são suas decisões, e não suas condições, que determinam seu destino” -Tony Robbins

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